sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Novelas de Flǽrya

Hoje trago com satisfação um pouco de um projeto meu ambicionado há muito tempo. É uma série de livros tratando de fantasia medieval. Desde os 16 anos que tento finalizar um trabalho nesses moldes mas sempre é uma mudança de emprego, um HD que queima, outros projetos que se mostram mais fáceis de serem concluídos e tudo vai por terra.
Mas dessa vez decidi que será diferente. Repeti algumas coisas que deram certo nos que foram abortados pelas circunstâncias para renascerem transfigurados. Minha escrita já não é a mesma de 14 anos atrás (valham-me os elfos), além do conhecimento teórico e prático que adquiri em todos esses anos.
Deixando isso um pouco de lado e indo ao que interessa:

Novelas de Flǽrya

É uma série dividida em quatro eras. Tratam desde a mitologia do mundo de Flǽrya, chamada de 1ª Era, até o aparente desenlace final entre as forças do bem e do mal, na 4ª Era. A série começa sua estória pela 4ª Era, mostrando os eventos ocorridos durante a Guerra Mercantil. Nela duas potências tentam anular-se mutuamente. Nesse conflito, Jacob, da Companhia Arqueira de Élnith, tenta evitar o confronto eminente entre as duas nações, enquanto a princesa Milliana protege a vida de seu povo com punhos de aço e todos em Flǽrya vêem surgir um herdeiro do trono continental.
É nesse contexto que surgem para ajudá-los criaturas fantásticas como o Lobo Estelar Ragswood, o dragão Ragnarus, os misteriosos Magos de Vespérion, transfigurações ocorrem, como na princesa Lilliana e no Capitão da Guarda Hugh, para opor as alianças sinistras reunidas por Belladona Keen, a Sacerdotisa do Templo de Voll.
Num mundo repleto de magia, fantasia e mitologia, não faltam estratégias e combates. Personagens humanos, que sentem a enorme dificuldade em fazer "o que precisa ser feito", sentem medo e dor, mas nunca desistem de lutar por um mundo melhor. Este é mundo de Flǽrya, que aguarda por você.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Cântico a Vespérion




Finalmente tomei coragem e resolvi falar um pouco mais de um projeto ambicioso. Estou preparando uma série de livros em fantasia medieval. Comecei em 2011 e já tenho bastante coisa definida. Desde que me aventurei pelo mundo da literatura, esse foi meu estilo preferido e ao mesmo tempo o mais sacrificante compor. Do passado adolescente distante, repleto de guitarras distorcidas, violões cristalinos e letras e mais letras falando em elfos, veneração aos sábios dragões, batalhas das mais épicas e míticas, até o ingresso na universidade e a transfiguração de tonus lunar a solar e retorno a ele, nunca abandonei de fato o estilo. Lembro de uma conversa com o Thiago. Nela falei que um dia voltaria a escrever temas em fantasia medieval, criaria um mundo fantástico e fecharia esta satisfação pessoal. Minha surpresa foi que este projeto superou minhas expectativas. Em outro post falo mais abertamente sobre ele. Por enquanto, trago a vocês uma oração em forma de cântico entoada pelos misteriosos Magos de Vespérion.

Cântico a Vespérion

Estrela primeva
A despontar no céu
Estrela que leva
Redenção a Élnith
Estrela de muitas
Cores em harmonia
Estrela primeva
Mãe de nossa magia

Nós te saudamos
Bonita princesa
A Ti entoamos
Cânticos de beleza

Púrpura é nossa cor
Teu é nosso amor
Ó irmã das estrelas
Que nunca fraqueja
Sê nossa inspiração
Paz e proteção
Firme em nossa mão
O cajado da paixão

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O pescador e o druida




Hoje não estou muito bom para florear minhas palavras. Quase todas mostrariam resignação e chatice. Porém foi preciso escrever, botar para fora certos sentimentos, conclusões, pensamentos. Foi preciso publicar também, afinal, é o tipo de coisa para o qual este texto foi criado. E também é assim a proposta dos blogues em geral. Sem mais me alongar nestas linhas trôpegas, eis:

O pescador e o druida

"Um pescador foi ao encontro de um druida que passava por aquela vila pedir para que os Deuses resolvessem seus problemas. O druida lhe disse que assim clamaria por ele. Certo tempo se passou e o pescador não teve seus problemas resolvidos. Ele buscou o druida no mesmo bosque:
- Pedi-lhe que intercedesse aos Deuses por meus problemas. Eles continuam. Por que nada fizeste?
- Eu orei por você.
- Apenas orou? Mas não fui atendido.
- Por que ao invés de perder tempo comigo não resolveu você mesmo seus problemas?"

................

"Calmamente o druida cavou um buraco na terra e retirou uma semente dos bolsos. Atirou a semente no buraco e o tapou. Foi até o leito do rio e apanhou um pouco de água com as mãos. Jogou sobre onde tinha enterrado a semente, que era ao lado de uma macieira.
Então pausadamente perguntou ao pescador:
- Compreendeste o sentido disto?
- Não entendo como isto pode me ajudar.
- Todos temos um tempo para nossas ações. Findo este tempo, devemos esperar pelo início da próxima estação. Aquele que não planta nunca colherá.
O druida se foi. O pescador ficou contemplando a semente recém-plantada."

domingo, 11 de dezembro de 2011

Ozzy sob uma perspectiva simbolista



Foi durante a semana passada que me ocorreu de ver algumas letras de músicas de Ozzy Osbourne sob uma ótica Simbolista. Ou melhor, encará-las como se tivessem sido compostas no contexto do Simbolismo. Na época da universidade lembro que perguntei ao meu professor sobre o que seria essa chamada literatura gótica de que todos falam, mas nós não ouvíamos sequer uma menção durante nosso curso. Então ele me explicou por alto e citou Ozzy, dizendo que isso era coisa nova, dos anos 80.
Procurando uma música que pudesse se encaixar com a proposta (Simbolista), encontrei "Ghost behind my eyes", do álbum Ozzmosis. Essa foi uma das primeiras músicas dele que ouvi e que gostei. Hoje é uma das minhas preferidas.

Ghost behind my eyes

There is a person living in my head
She comes to visit every night in Bed
I fight the Demon, but it just won't fall
They Voices in my dungeon starting to call

The spiders dancing on the wall
Suicide of love we could have had it all

And it is you,
You are the Ghost behind my eyes
I can't See through you,
You are the Ghost behind my eyes
The ghost that tells me Lies

The princess of the Dark has made my mind Home
My haunted head and her won't leave me alone
She dances on my heart with fire in my soul
I hate that feeling when I'm losing Control

The spiders dancing on the wall
Suicide of love we could have had it all

And it is you,
You are the Ghost behind my eyes
I can't See through you,
You are the Ghost behind my eyes
The ghost that tells me Lies

I wish to God that I could Sleep again,
Oh Peace again
And wake up from this Nightmare free again
Free again,
Oh Me again

There is a woman living in my head
She comes to visit every night in Bed
The spiders dancing on the wall
Suicide of love we could have had it all

And it is you,
You are the Ghost behind my eyes
You, you are the Ghost I behind my eyes
You, you are the Ghost I behind my eyes
The Ghost behind my eyes
Behind my eyes
The Ghost behind my eyes
The Ghost behind my eyes

Fantasma atrás dos meus olhos
(Tradução)

Há uma pessoa vivendo em minha cabeça
Ela vem me visitar todas as noites na minha cama
Eu enfrento o Demônio, mas ele não morrerá tão fácil
As Vozes em meu calabouço, começam a chamar

As aranhas dançam na parede
Suicídio de amor nós poderíamos ter tido tudo isso
E isso é você,

Você é o Fantasma atrás dos meus olhos
Eu não consigo Ver você realmente
Você é o Fantasma atrás dos meus olhos
O fantasma que me conta Mentiras

A princesa da Escuridão fez de minha mente sua Morada
Minha cabeça assombrada e ela não me deixam dormir
Ela dança em meu coração com fogo em minha alma
Eu odeio aquele sentimento de quando estou perdendo o Controle

As aranhas dançam na parede
Suicídio do amor nós poderíamos ter tido tudo isso
E isso é você,

Você é o Fantasma atrás dos meus olhos
Eu não consigo Ver você realmente
Você é o Fantasma atrás dos meus olhos
O fantasma que me conta Mentiras

Eu peço a Deus para que eu possa Dormir novamente
Oh Paz de novo
E acordar deste Pesadelo livre de novo
Livre de novo
Oh Eu de novo

Há uma mulher vivendo em minha cabeça
Ela vem me visitar todas as noites na cama
As aranhas dançam na parede
Suicídio de amor nós poderíamos ter tido tudo isso
E isso é você

Você é o Fantasma atrás dos meus olhos
Você, você é o Fantasma atrás dos meus olhos
Você, você é o Fantasma atrás dos meus olhos
O Fantasma atrás dos meus olhos
Atrás dos meus olhos
O Fantasma atrás dos meus olhos
O Fantasma atrás dos meus olhos

O que procurei fazer foi realçar palavras chaves colocando a inicial de algumas delas em maiúsculo, exatamente como faziam os simbolistas. Encarei a letra como um poema e segui o tema proposto. Como pode ser visto na tradução, uma entidade feminina invade a mente do eu-lírico vivendo como um organismo simbionte. Para destacar este sentimento de perda de si, transformei algumas palavras em símbolo: Cama, Demônio, Vozes, Fantasma, Ver, Mentira, Escuridão, Morada, Controle, Dormir, Paz, Pesadelo, Eu.

P.S.: Em “Deus”, apenas respeitei a letra original. Para mim ela não é palavra chave.

P.S. 2: Coloquei alguns termos em negrito para evitar entendimentos estapafúrdios e não confundir alhos com bugalhos.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Chanson d'automne


Relembrando o mestre Paul Verlaine, traduzido por outro mestre na arte de tecer poemas, Alphonsus de Guimaraens. Fiquem com Deus, Brighd, Thor, Tupã ou o que lhes for mais conveniente.

Cordiais abraços.


Chanson d'automne
(Paul Verlaine)

Les sanglots longs
Des violons
De l'automne
Blessent mon coeur
D'une langueur
Monotone.

Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l'heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure.

Et je m'en vais
Au vent mauvais
Qui m'emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
Feuille morte.


Canção do outono
(Paul Verlaine)
(Tradução: Alphonsus de Guimaraens)

Os soluços graves
Dos violinos suaves
Do outono
Ferem a minh'alma
Num langor de calma
E sono.

Sufocado, em ânsia,
Ai! quando à distância
Soa a hora,
Meu peito magoado
Relembra o passado
E chora.

Daqui, dali, pelo
Vento em atropelo
Seguido,
Vou de porta em porta,
Como a folha morta
Batido...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Terra Mítica




Este poema/canção vem do longínquo ano de 2000. Composto durante a noite, numa aula de matemática ministrada por uma professora repressora e preconceituosa. Eu cursando ensino médio técnico, ainda assinava "Rhodrigo", pensando na minha banda de metal, esoterismo, doido para chegar logo em casa e ler mais Ted Andrews.
Não foi difícil me desligar por completo da aula e visitar o mundo com o qual estava familiarizado. Mundo este inspirado por Blind Guardian, Tolkien, Marion Zimmer Bradley, Ted Andrews e uma infinidade de lindos espíritos benfazejos.
Depois de pronto o poema, mostrei ao Cezar, meu futuro ilustrador e parceiro de banda na época. No dia seguinte ele me ligou dizendo que havia composto uma música usando meu poema como letra. Achei formidável.
O tempo passou. Nossa banda se foi. Com ela, várias coisas que criamos juntos. Este poema ficou guardado com ele durante anos. Coisa de uma semana lhe faço uma visita e ele me mostra o poema.
Repito suas palavras ditas há muitos anos: "Algumas coisas são eternas."


Terra Mítica – Rhodrigo

Terra Mítica, eu a vi
Púrpura como a noite
Se estendendo sobre florestas
E riachos que correm velozes

Terra de bardos e guerreiros
E anões fazedores de tesouros
Que habitam em cavernas
Guardadas pela sombra de Durin

Em cristalinos lagos
Belas ninfas se banham ao sol
Brincando com a água
Que escorre pelo rosto e volta para o lago

Duendes correm por entre trevos
Rumo ao arco-íris
Procurando potes de ouro
Rumo ao arco de Íris

Terra Mítica, eu a vi
Púrpura como a noite
Se estendendo sobre florestas
E riachos que correm velozes

Luas verdes e azuis
Dançam no céu
Guiando e ensinando
Sacerdotes e magos

Na antiga floresta
Velhos carvalhos
Murmuram doce melodias
E tocam com bardos

E há elfos que protegem florestas
Sonhando acordado
Ao lado de homens mortais
Embalados em batalhas medievais

Há gnomos que curam lebres,
Raposas e aves
E há unicórnios que se escondem
Por entre macieiras

No jardim, a mais bela fada
Mora em uma roseira
Artemísia é seu nome
A princesa das flores

Envolta em arbustos
Seus olhos transbordam
Amor e alegria
E sua fragrância inunda o jardim

Terra Mítica, eu a vi
Púrpura como a noite
Se estendendo sobre florestas
E riachos que correm velozes

E há espadas encantadas
Fincadas em pedras
Guardadas em cavernas
E há Merlins e Arthurs

Para encontrá-los basta acreditar,
Imaginar e sonhar
Feche seus olhos
E poderá vê-los... também

Em 09/06/2000, durante uma aula de matemática

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Lamentações de Jacob Green


Este poema compus no trabalho, durante o intervalo. Ele é um dos poemas que colocarei na minha série. É um, dos muitos, momentos de introspecção de Jacob, um dos personagens centrais. Compus inspirado na música Darkness be my friend, do genial mestre Bruce Dickinson.

Lamentações de Jacob Green

Fria, a luz do sol cai
Um solitário homem em silêncio
Lembra-se do burburinho do ontem
Enquanto lágrimas escorrem pelo seu rosto

Campos abertos são sua morada
Uma bela paisagem melancólica
Perdida em pensamentos que ele não teve
E ele só pode culpar a si mesmo

O peregrino não irá procurá-lo
O mar não encontrará seu rochedo
Somente a relva será testemunha
Que, fria, a luz do sol cai


Em 14/06/2011